Quando cheguei no “juniores” fui emprestado ao Araçatuba junto com Benezinho e Darci e depois sozinho ao Sergipe Esporte Clube.
Fui Botafogo da Penha, Black Power do Ipiranga, Moleque Travesso da Vila Guarani, Parque da Mooca, São Jorge de Vila Antonieta, Atlas Transporte do Parque Novo Mundo, SDR da Penha, Botucatu das Vilas das Mercês, Riazor do Bom Retiro, Pelican do Bom Retiro, Ressaca do Tatuapé, Tuiuti do Tatuapé. Disputei o Desafio ao Galo e Copa Arizona, todos grandes times, imensas torcidas, muita emoção e muito aprendizado.
Era hora de parar, fixar em um só lugar, uma nova paixão, casamento, filhos, novos sonhos. Mas nunca larguei os estudos, isso não tem como e vou sempre falar para meus filhos seguirem esse mesmo caminho.
Sem conhecimento não se chega a lugar nenhum, sei disso por experiência e faço questão de deixar claro para todos.
Agora 2010, com 30 anos de trabalho prestado à Sabesp, atuando também com esporte, universitário e na 3ª idade, me vejo com o compromisso e obrigação de resgatar um objetivo que amadureceu durante esta evolução pessoal. Até mesmo porque sonhos não morrem, mas ficam adormecidos até o dia de virarem realidade.
O futebol porta para a integração das raças, peladas, partidas, rachas, independentemente do nome, a atividade em si é o que vale. As crianças que nelas participam, ou sua grande maioria esperam um dia ser um jogador famoso, jogar em um time grande, ganhar muito dinheiro, ajudar a família e comprar um belo carro.
Mas isso é regalia para poucos, poucos conseguem atingir o tal sonho e muitos até acordam para conferir que talvez nem mesmo seja o grande sonho. Mas o importante é não desistir.